Terça-feira, 14 de Julho de 2015

A democracia surgiu como um modelo de organização das sociedades humanas em que todos participavam nas decisões que garantissem o bem de todos. Para garantir um funcionamento justo, eram estabelecidas as regras que definiam a Lei. Escolhiam-se os que deviam tomar as decisões - os que governavam - e os que faziam respeitar a Lei - garantindo a segurança e a ordem, usando da autoridade.de que nela  foram investidos.

A democracia nasceu por contraposição às monarquias e às oligarquias. Na monarquia, o poder concentrava-se num só que tudo podia e tudo decidia – o monarca ou soberano, o que está acima de todos ( o super). Na oligarquia o poder era assumido por uma elite, grupo restrito que definia as regras e tomava as decisões que impunha a toda a sociedade.

Ligados ao conceito de democracia, estão os conceitos de povo (em grego, demos), o conceito de cidadão, o que pertence à cidade (em latim civitas) e o conceito de república, o que é de todos (em latim, res publica).

No fundo, em contraposição aos modelos de governação em que um, ou alguns, se constitem como senhores de tudo e de todos, a democracia define-se como modelo em que  o poder de decisão (soberania) é atribuido pelo povo a alguns que o devem usar em benefício de todos.

Actualmente, em certos casos, a “republica de cidadãos” parece estar a ser substituida por uma “república dos funcionários”, ou seja, de indivíduos que fazem do poder um modo de vida que adquirem e tratam de manter com o voto do povo. Mas, em vez de assumirem o compromisso de agirem em benefício de todos, exercem o poder como forma de garantir o seu próprio benefício.

Claro que tudo isto se torna mais fácil quando os cidadãos são levados - por ignorância ou por truques de manipulação das inteligências e das consciências - a não participarem nas escolhas de quem deve governar, ou a fazerem escolhas erradas dos que devem ter o poder de decidir.

Uma coisa parece ser certa: Só com bons cidadãos se podem garantir as boas democracias. Como parece existir uma tendência para cada vez menos empenho e menos capacidade de intervenção dos cidadãos, cada vez se torna mais fraca a qualidade das democracias. E, infelizmente, muitos só conseguem perceber o valor do que têm quando o perdem e começam a sentir o peso da desgraça em que passaram a viver.



publicado por Francisco Galego às 08:42
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