Terça-feira, 15 de Março de 2016

De facto só posso e só devo formular juízos sobre o que de relevante se passa no domínio da política portuguesa. Do que se passa no domínio de outras regiões ou países, procuro apenas estar informado quanto baste para ir tendo a noção do que vai acontecendo nesta "casa-mundo" comum, em que vivemos.

Digo que só posso formular juízos, mais ou menos aceitáveis, sobre a política nacional, em primeiro lugar, porque, de facto, é desta que vou tendo alguma informação que me permite formar opiniões mais ou menos fundamentadas. Verdade seja dita: a informação não é muita, porque não é aí que se situa a centralidade dos meus interesses. Mas também porque, começa a cansar-me o esforço que tenho de fazer para separar a “ganga” da propaganda, da contra-informação e dos delírios de comentadores e opinadores, daquilo que,  convém saber e que garanta ter alguma verdade e que  tenha algum interesse.

Mas obrigo-me, a saber, pelo menos, o essencial, porque não me parece ser muito aceitável que, cada um de nós, se alheie completamente do que se vai passando neste país e muito menos que, alheando-nos, passemos o tempo a criticar tudo e todos, como se todos tivessem a mesma atitude e o mesmo empenho, quando se trata de encontrar resolução para os problemas que afectam a vida de cada um de nós.

Por ter consciência de que assim deve ser, assumo que, tomar posição sobre a gestão do Estado, além de ser um direito, deve ser entendido como um dever, embora não seja fácil “navegar” em busca da verdade, no meio de tantos escolhos, tantas vigarices, tantas armadilhas, tantos obstáculos, tantas meias verdades e tantas mentiras.

É assim, porque nós, os humanos, somos de facto assim. Uns capazes das mais elevadas e abnegadas atitudes. Outros, congeminando sempre na maneira de tirar para si a maior vantagem e proveito, mesmo que seja à custa da desgraça do maior número de gente possível.

Na política, como noutros aspectos da vida, teremos que tentar perceber se se trata de construir, com inteligência, arte e engenho, “geringonças” que, embora frágeis, vão abrindo os caminhos possíveis entre os escolhos, os baixios e as tempestades que se lhes deparam, ou se estamos  apenas perante uma atitude de oposição dos que tentam impedir a marcha, dos que tudo criticam, mas que apenas revelam vontade e competência para amanhar “caranguejolas” que, parecendo grandes e fortemente estruturadas, não passam de jangadas instáveis, ameaçando rupturas, causando grandes danos, pondo em risco uma considerável parte dos seus ocupantes e que, parecendo que andam, desandam, caminhando, ora para o lado, ora recuando, até que se desconjuntarem, deixando apenas destroços, alguns dos quais submersos, com danos difíceis de remediar.

Como noutros aspectos da vida, é assim a política. Porque a política é feita por nós, que somos estes seres tão diversos, sendo alguns tão imperfeitos. São assim as mulheres e os homens que formam as comunidades, as sociedades e os Estados.

Acontece apenas que, nesta fase decadente do ciclo civilizacional que, tudo indica,  estejamos a viver, todas as ambições, ganâncias e perversidades, se tornam mais evidentes. 



publicado por Francisco Galego às 00:07
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