Terça-feira, 14 de Fevereiro de 2017

A atitude dos autarcas e de certos responsáveis, tanto a nível regional, como no âmbito da política nacional, é tal que só se pode justificar por enorme insensibilidade e uma quase total falta de conhecimentos sobre as questões ambientais. O problema atinge proporções tão graves que, me parece pertinente colocar, com carácter de urgência, a seguinte questão:

Porque se demora tanto a apresentar e fazer aprovar no Parlamento uma lei que assegure a preservação e conservação do Património Natural?

Esta questão faz-me ter algumas dúvidas sobre outra que sempre defendi como opção natural: a do alargamento do poder local. Porque, neste caso, é pertinente colocar, como dúvida, se esta seria a solução mais adequada, dada a fúria arboricída de que constantemente nos chegam notícias.

 

“TÚNEL DAS ÁRVORES FECHADAS”  EM MARVÃO PROTEGIDO

Consegui impedir que o atentado que estava a ser  levado a cabo durante a manhã de hoje fosse suspenso e os danos minimizados. O abate de dez freixos centenários que forma o famoso e ímpar “túnel das árvores fechadas”, composto por quase três centenas de árvores com estatuto de interesse público, foi suspenso.

O âmbito de uma intervenção programada e promovida pelas Infraestruturas de Portugal, deu-se início ao abate de dez árvores constituintes deste património natural. Durante os trabalhos de preparação, vários organismos, entre os quais a autarquia de Marvão, foram informados mas não foram tomadas medidas para impedir que os trabalhos começassem. Já durante a manhã, um conjunto de munícipes, entre os quais o vereador com o pelouro do Ambiente, José Manuel Pires, tentaram que o processo fosse suspenso. A minha intervenção junto da tutela contribuiu para que fosse dada ordem para interromper os trabalhos.

Estamos perante um património natural de grande importância para a região. O complexo de freixos centenários que transforma uma simples recta de uma estrada num ícone do concelho de Marvão e do distrito de Portalegre constitui um factor de riqueza evidente e que é valorizado não só pelas populações como pelos visitantes. Este património não pode sofrer intervenções indiscriminadas. É necessário fazer um trabalho que assegure a sustentabilidade destes símbolos tão importantes para a região.

Este eixo na Estrada Nacional 246-1, que liga Marvão a Castelo de Vide, é ladeado por quase três centenas de freixos centenários (com quase 30 metros de altura) de nome científico Fraxinus angustifolia Vahl, que formam uma magnífica alameda.

O valor natural levou a que o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas tivesse atribuído, inclusivamente, o estatuto de Árvore de Interesse Público.

(In https://www.facebook.com/ Luis Moreira Testa



publicado por Francisco Galego às 14:07
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