Domingo, 15 de Outubro de 2017

“No dia 25 de Maio notava-se nos habitantes da populosa vila de Campo Maior um extraordinário movimento, dirigindo-se muita gente para a rua de S. Pedro, pela qual se estendia o fio eléctrico que, saindo da estação, colocada num bonito edifício do Sr. Epifânio Lopes da Mata, seguia pela rua das Poças em direcção à muralha, depois ao convento de S. Francisco a encontrar o outro fio, indo daqui a outro ponto da muralha e em direcção a Elvas (três léguas de Campo Maior).

            Ao Sr. Director Garcia que desejava concluir a linha nesse dia 25, ao soldar-se os dois fios, às três horas e meia do dia, lhe participaram que o fio se achava quebrado ao rio Caia (a 4 Kilómetros da vila); deu logo as devidas ordens para que se reparasse a linha o mais breve possível, conseguindo que às nove horas funcionasse o telégrafo.

No dia seguinte, 26 de Maio, abriu-se ao público a estação. Terá, portando, sido há 150 anos que Campo Maior ficou ligado ao exterior por um meio de comunicação directa à distância.  

 

(In, A Deocracia pacífica, Nº 36, Elvas, 6/6/1867

 



publicado por Francisco Galego às 00:03
Aqui se transcrevem textos, documentos e notícias que se referem à vida em Campo Maior ao longo dos tempos
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