Sábado, 18 de Novembro de 2017

O território onde nasceu a povoação que viria a ser a vila, sede do concelho, de Campo Maior, terá sido chamada pelos romanos, Campus Major.  Para eles  significando que se tratava de terra plana, extensa e produtiva. O seu povoamento no período da romanização terá estabelecido um conjunto de Villae, ou seja, pequenos agregados romanos que deram origem às unidades agricolas que, séculos depois, viriam a ser designadas como montes e herdades.

Esta organização ter-se-á mantido no tempo dos invasores godos e mesmo no período do domínio muçulmano, pois não são conhecidos testemunhos significativos da sua presença, neste “Campus Major” que ficava entre as cidades de Badajoz e de Elvas, que esta civilização, de origem árabe e de carácter acentuadamente urbano que, noutras regiões, deixou marcas significativas. Alguns documentos dão notícia de pequenos aldeamentos no sítio onde irá desenvolver-se a vila, em volta de um castelum de monte maiori.

Tendo este território, que compreendia os aldeamentos de Ouguela e de Campo Maior, sido conquistado no final da 2ª década do Séc. XII, pelo reino de Leão, foi o mesmo doado em senhorio ao bispo de Badajoz. O rei Afonso X de Leão e Castela que confirmou essa doação em 1257, ao conceder-lhe o primeiro foral, em 1260, conferiu-lhe o estatuto de vila, depois sede de concelho.

 A vila de Campo Maior foi integrada, formalmente, na soberania portuguesa, no reinado de D. Dinis, pelo Tratado de Alcanizes (1297), que lhe concedeu novo foral. Mas, manterá laços de dependência eclesiástica ao bispo de Badajoz que só foram cortados por D. João I, em 1392.

Com a Restauração da Independência de Portugal, em 1640, seguiu-se a guerra e o risco de invasão de Portugal pelos exércitos de Espanha.  Campo Maior tornou-se importante praça-de-guerra. Dotada de notável fortificação, integrou o arco defensivo contra invasões -  formado por Ouguela, Campo Maior, Elvas, Juromenha e Olivença – que, a partir de meados do século XVII,  desempenhou missões defensivas de grande importância: durante a “Guerra da Restauração (1640-1648)”, nos “sítios” de 1712 (Guerra da Sucessão de Espanha); 1762 (Guerra dos Sete Anos ou Guerra Fantástica); 1801 (Guerra das Laranjas); 1811 (Guerras Peninsulares-Invasões Francesas).

Em 1732, durante uma trovoada seca, um raio fez explodir a Torre de Menagem do seu castelo. A vila ficou, na sua maior parte destruída tendo morrido, ou ficado ferida, grande parte da sua população. Mas a restauração da vila e da praça-de-guerra foi muito rápida, estando concluída passados cerca de dez anos.

Com a pacificação geral da Europa, a fortificação foi desactivada em meados do século XIX.

A vila conseguiu restabelecer-se tendo como base da sua economia uma agricultura próspera devido à fertilidade e variedade dos seus campos e ao engenho das suas gentes.

Actualmente tem-se notabilizado como importante polo industrial nos ramos da torrefacção e comercialização do café e pela grande manifestação de arte popular em que se tornou essa tradição de religiosidade “sanjoanina”, denominada como Festas dos Artistas, e Festas das Flores ou Festas do Povo de Campo Maior.

 



publicado por Francisco Galego às 00:03
Aqui se transcrevem textos, documentos e notícias que se referem à vida em Campo Maior ao longo dos tempos
mais sobre mim
Novembro 2017
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4

5
6
7
8
9
10
11

13
14
16
17

19
20
21
23
25

26
27
28
30


arquivos
pesquisar neste blog
 
Visitas
blogs SAPO