Quarta-feira, 09 de Abril de 2014

Quadras recolhidas por José Leite de Vasconcelos no seu “Cancioneiro Popular Português” ( 4 )

 

Ovelhas não são p’ra mato,

Sabe-o bem o pastor;

Deixam a lã no carrasco,

A “perca” é do lavrador.

 

A “soidade”[1] é uma flor,

Que se cria em qualquer vaso;

Lealdades no amor,

Só se encontram por acaso.

 

A azeitona quando nasce,

Nasce logo redondinha;

Tu também quando nasceste,

Foi logo para seres minha.

 

És meu amor, és meu tudo,

És da minha simpatia;

Tu és a brilhante estrela,

Para mim és luz do dia.

 

Não me namora o teu riso,

Nem a tua formosura;

Namora-me o teu juízo,

Que é o que um homem procura.



[1] “Soidade” = saudade.



publicado por Francisco Galego às 08:44
Aqui se transcrevem textos, documentos e notícias que se referem à vida em Campo Maior ao longo dos tempos
mais sobre mim
Abril 2014
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5

6
7
8
9
10
11
12

13
14
15
17
18
19

20
21
22
23
24
25
26

27
28
29
30


arquivos
pesquisar neste blog
 
Visitas
blogs SAPO