Quarta-feira, 28 de Junho de 2017

“A um kilómetro ao Sul desta vila está situada a ermida de S. João Baptista,( lugar designado como o São Joãozinho), onde os campomaiorenses costumam fazer anualmente um arraial em homenagem ao santo protector da vila e dos seus habitantes.

É tradição que S. João aparecera nas figueiras que estavam junto à fonte e à ermida que ali foi edificada, em recordação desse milagre.

Como a ermida fosse muito mesquinha e o local destinado para o arraial não tivesse a capacidade necessária para a numerosa concorrência que afluia, determinaram fazer outra ermida e arranjar o terreno de maneira a que os pares dançantes pudessem executar as variadas mudanças do predilecto fandango e o redemoinhar da frenética valsa, sem incomodarem, nem serem incomodados pelos espectadores.

Ainda que não esteja concluída, a nova ermida foi consagrada no dia 22 de Junho e, em seguida a esta solenidade, cantou-se uma missa de instrumental a que assistiu parte da Filarmónica Recreativa.

No dia 23 realizou-se o arraial, que esteve esplêndido, tanto pela numerosa concorrência como pela boa ordem que reinou durante o mesmo. A Filarmónica Barcelinhos (1) assistiu a esta festividade.

(In, A Voz do Alemtejo, nº 521 de 8 de Julho de 1866, texto de José António Félix dos Santos.)

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(1) A filarmónica designava-se de "Barcelinhos" porque fora criada e era sustentada pelo Barão de Barcelinhos, que era o maior proprietário do concelho e que depois foi distinguido com o título de Visconde de Ouguela.

OUTRAS NOTAS:

ESTA NOTÍCIA INFORMA-NOS QUE, A "NOVA ERMIDA" DE SÃO JOÃOZINHO, FOI CONSAGRADA NO DIA 22 DE JUNHO DE 1866. PORTANTO, HÁ  151 ANOS. ANTES APENAS EXISTIRIA A "PEQUENA ERMIDA", JUNTO À FONTE.

 

O AUTOR DO TEXTO, DR. JOSÉ ANTÓNIO FÉLIX DOS SANTOS, ERA NATURAL DE CAMPO MAIOR. FIXOU-SE EM ELVAS ONDE EXERCEU A ADVOCACIA E ONDE ERA MUITO CONSIDERADO. SEU PAI, QUE SEGUIRA A CARREIRA MILITAR DESTACANDO-SE NO SERVIÇO PRESTADO EM MOÇAMBIQUE,  MORRERA NUM ACIDENTE COM ARMA DE FOGO, POUCO DEPOIS DELE TER NASCIDO. SUA MÃE VOLTOU A CASAR, COM JOÃO DUBRAZ, GRANDE AMIGO DO FALECIDO E QUE SEMPRE CUIDOU DO SEU ENTEADO COMO DE UM VERDADEIRO FILHO.

 

 



publicado por Francisco Galego às 11:59
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