Domingo, 10 de Janeiro de 2016

Assim era o dito que fixei desde a minha meninice: Ano novo, vida nova. Tal como me lembro de que, na minha família, se fazia questão de que, cada um de nós, estreasse uma peça de roupa. Podia ser apenas de um modesto par de peúgas. Pouco interessava. O importante era que algo de novo fosse usado. Outro hábito era que, no dia 1 de Janeiro, a primeira pessoa a entrar em casa, fosse um homem. Coisas de uma sociedade que colocava sempre as mulheres em lugar secundário.   

Na minha família havia também o hábito de nos  reunirmos, em convívio, no jantar de passagem do Ano Velho ao Ano Novo.

O nosso Ano Novo, o do calendário gregoriano, promulgado pelo Papa Gregório XIII, em 24 de Fevereiro de 1582, em substituição do calendário juliano instituido pelo imperador romano Júlio César, 46 anos antes do nascimento de Cristo, conservou a data que, no calendário romano, era considerada o começo de cada ano,. Ora, essa data fora consagrada ao deus romano Janus, daí o nome Janeiro, dado ao primeiro mês. Janus era o deus associado ao começo de todas as coisas e ao início de todas as mudanças. Era associado às portas das casas que delimitam a entrada e a saída do espaço da família. Era representado com uma cabeça de duas faces: Uma ainda jovem, olhando o passado que findara; outra de homem maduro, olhando o futuro que ia começar.

Acho que o dito “Ano Novo, Vida Nova” radica nesse simbolismo.

 

 

O MEU VOTO DE QUE O ANO NOVO SEJA UM BOM ANO  PARA TODOS NÓS.

 



publicado por Francisco Galego às 00:57
Aqui se transcrevem textos, documentos e notícias que se referem à vida em Campo Maior ao longo dos tempos
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