Quarta-feira, 11 de Outubro de 2017

Correspondência

“Sr.s redactores -  A câmara municipal da vila de Campo Maior, a que tenho a honra de presidir, elevou há meses um representação ao governo de sua majestade na qual pedia a construção de um ramal de estrada que ligue esta importante vila com a estação de caminho-de-ferro, na aldeia de S. Eulália. Igual pedido entendeu dever também fazer à câmara dos Sr.s deputados. A representação dirigida ao governo subiu logo ao ministro das obras públicas que acerca dela mandou logo informar o Sr. director neste distrito. Quanto à outra representação, como o representante deste círculo se achava, a esse tempo, ausente do parlamento, razão porque a câmara não lha podia enviar, encarregou um cavalheiro em Lisboa de fazê-la apresentar na câmara electiva por qualquer Sr. deputado. Foi pois o Sr. Casal Ribeiro o encarregado de tal representação… sem que aqui caiba qualquer manejo eleitoral…”

Campo Maior, 29 de Maio de 1863

O presidente da câmara

José Joaquim da Silva Pereira

(In, A Voz do Alemtejo, Nº 243, Elvas, 4ª – feira, 3/6/1863

 

Carta ao senhor ministro das obras públicas  (J. Dubraz)

            (…) Da urbanidade de V. Ex.ª tenho eu gratas recordações. Da solicitude de V. Ex.ª pelas coisas públicas, todos os portugueses podem dar testemunho.

Entre Elvas e Campo Maior Há anos se constrói uma estrada ordinária, cuja conveniência é incontestavelmente reconhecida.

O segundo lanço dessa estrada, desde o Caia ao alto das Espadas, foi construído por arrematação e abandonado pelo empreiteiro antes da sua conclusão. Já corre para dois anos que tal facto teve lugar e parece que as questões emergentes desse acontecimento, previsto por todos, não têm sido resolvidas até ao presente.

Eu não sei, Sr. Ministro, se há motivos ponderosos que justifiquem a demora que tem havido em resolver este negócio. Mas sei que o lanço em questão não está viável e que a estrada em questão diminui de superfície todos os dias, pelo completo abandono que existe e que importantes obras de arte ameaçam próxima ruína, que os precipícios, barrancos e rupturas, feitos pelas águas e pelo atrito dos carros, põem em perigo a vida dos transeuntes. Que quanto mais se demorar uma resolução qualquer, maior dispêndio resultará à fazenda pública. Finamente que, se chegar o Inverno sem que a dita estrada tenha sido consertada, ou antes renovada, a comunicação de Campo Maior com a via-férrea da fronteira e com muitas povoações importantes, ficará interrompida com graves prejuízos locais. (…)

            Campo Maior, 8 de Julho de 1864

(In, A Voz do Alemtejo, Nº 358, Elvas, 10/7/1864)

 

 



publicado por Francisco Galego às 00:02
Aqui se transcrevem textos, documentos e notícias que se referem à vida em Campo Maior ao longo dos tempos
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