Terça-feira, 26 de Fevereiro de 2013

Em Campo Maior se colhe,

O alecrim às paveias;

O amor é como o sangue,

Que corre nas nossas veias.[1]

 

Eu hei-de ir p’ra cidade,

Campo Maior m’aborrece;

Que eu tenho lá na cidade,

Quem penas por mim padece.[2]

 

Se fores a Campo Maior,

Trás de lá uma camponesa,

Que saiba cantar as saias

E não tenha a fala presa.[3]

 

Venho de Campo Maior,

Tocando na pandeireta;

Vamos a ver qual de nós,

Namora aquela sujeita.[4]

 

Vila de Campo Maior,

És mais vila do que as mais;

Tens o largo do Terreiro

E o largo dos Carvajais.[5]

 

Velho Largo do Barata,

E Largo dos Carvajais;

Puxaram punhais de prata,

Fizeram golpes mortais.

 



[1] Publicada em Achegas para o Cancioneiro Popular Corográfico do Alto Alentejo, por J.A. Pombinho Júnior, Évora,1957, pág. 58

[2] Idem, ibidem.

[3] Idem, pág. 60, com pequenas diferenças.

[4] Publicada em Achegas para o Cancioneiro Popular Corográfico do Alto Alentejo, por J.A. Pombinho Júnior, Évora,1957, pág. 58

[5] Idem, ibidem.



publicado por Francisco Galego às 07:45
Aqui se transcrevem textos, documentos e notícias que se referem à vida em Campo Maior ao longo dos tempos
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