Quarta-feira, 13 de Fevereiro de 2013

Adeus rua da Carreira,  

Já por mim não és seguida;

Já se quebraram os laços, 

Em que me tinhas prendida.[1]

                                                       

À entrada desta rua

À saída desta aldeia,

Namorei uns olhos pretos

Às escuras sem candeia.

 

Entre ruas e ruelas

É famosa esta Canada,

Aqui quem manda são elas

Eles já não mandam nada.

 

Bela rua da Canada,

Está cheia d’opiniões;

Só se vêem p’las janelas,

Gaiolas com perdigões.

 

A água da Fonte Nova

Quem a bebe tem virtude,

Eu passei por lá doente

Agora gozo saúde.

 

A Fonte Nova velhinha,

Apesar de tantos anos,

Vai matando a sede a todos,

Desde os ricos aos ciganos.

 

Ó Senhora da Enxara,

Venha cá abaixo à ribeira;

Qu’esta noite estão a dar,

As bogas à cascalheira.

 

A tua fonte no Largo

A igreja de São João,

São duas jóias queridas

Que trago no coração.



[1] Idem, nº 177, Elvas, 5 de Novembro de 1882.



publicado por Francisco Galego às 10:33
Aqui se transcrevem textos, documentos e notícias que se referem à vida em Campo Maior ao longo dos tempos
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