Terça-feira, 29 de Janeiro de 2013

A rua da Costanilha,

É custosa de subir,

Os olhos do meu amor,

É que me fazem lá ir.

 

No coração duma pomba,

Nas asas duma andorinha,

Eu fui ver o meu amor,

À rua da Canadinha.

 

A rua do Quebra-costas,

Dá a volta pr’ó castelo,

Nem teu pai nem tua mãe,

Sabem o bem que te quero.

 

Ontem à noite à meia-noite,

À meia-noite seria,

Estava meu amor cantando,

No canto da Mouraria.

 

Eu criei-me na Caleja,

Que é uma rua pobrezinha;

Das outras não tenho inveja,

Não há rua como a minha.

                                                       

Com sangue duma andorinha,

Com a pena dum pavão,

Pus-me a escrever uma carta,

P’ra rua de São João.

 

Eu fui ver a minha amada

À rua de São João,

Parecia uma santinha

Passando na procissão.

 

Igreja de São João,

Tem dois vasos d’assucena;

Lá irei p’ra ver as moças,

A saírem da novena.



publicado por Francisco Galego às 08:12
Aqui se transcrevem textos, documentos e notícias que se referem à vida em Campo Maior ao longo dos tempos
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