Quarta-feira, 03 de Outubro de 2012

Ando lavrando de noite,

Podendo de dia andar;

Ando fazendo o alqueive,

P’ra se poder semear.[1]

 

À casa que leva a palha,

Logo lhe chamam palheiro;

Eu tenho na minha sina,

De casar com um carreiro.

 

Mesmo ao andar escardando,

Colhendo ervas à mão;

Não deixo de ser briosa,

Como aquelas que o são.

 

Belo Monte da De Castro,

Quem me dera agora lá;

Para ver o meu amor,

De saúde como está.

 

Belo Monte D’Atalaia.

Belo D’Atalaia Monte;

Bela Ribeira de Caia,

Co’a Amoreirinha defronte.



[1] Idem, nº 570, Elvas, 11 de Maio de 1890.



publicado por Francisco Galego às 17:05
Aqui se transcrevem textos, documentos e notícias que se referem à vida em Campo Maior ao longo dos tempos
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