Quarta-feira, 26 de Setembro de 2012

Quem me dera ser ganhão,

Para lavrar no teu peito;

Embora mal te conheça,

Deixava alqueive bem feito.

 

Se queres saber a glória,

Qu’alcança o pobre ganhão,

Vê as mãos cheias de calos,

Do cabo do enxadão.[1]

                                 

Já não há quem queira dar,

Uma filha a um ganhão;

Estão à espera que venha,

De fora algum pimpão.

 

Já não há quem queira dar,

Uma filha a um soldado;

Pensando que há-de vir,

Das ilhas algum morgado.[2]

                                                       

Já não há quem queira dar,

Uma filha a um carreiro;

Estão à espera que venha,

Do Brasil um brasileiro.



[1] Idem, nº 580, Elvas, 23 de Fevereiro de 1891.

[2] Idem, nº 135, Elvas, 16 de Julho de 1882.



publicado por Francisco Galego às 16:37
Aqui se transcrevem textos, documentos e notícias que se referem à vida em Campo Maior ao longo dos tempos
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