Sexta-feira, 21 de Outubro de 2011

 

“Foi conquistada aos mouros esta povoação pelos Peres de Badajoz, em 1219; estes a deram à Igreja de Santa Maria do Castelo da mesma cidade, para sua fábrica, sendo bispo daquela catedral D. Pedro Peres, o qual lhe deu por armas a imagem de Nª Sr.ª com um cordeiro e um letreiro circunscrito que dizia – Sigillum Capituli Pacencis.

Foi no reinado de el-rei D. Dinis que veio a pertencer a Portugal. O qual lhe deu, entre outros privilégios, o foral de vila …

As actuais armas de Campo Maior são uma imagem de S. João Baptista. Que se vê no estandarte da câmara municipal desta vila; é provável que fossem adoptadas estas pelos anos de 1521 a 1522, em razão (segundo se lê na constituição do bispado de Elvas) de livrar S. João Baptista esta povoação do contágio da peste, que durou pelo espaço de dois anos, refugiando-se os seus habitantes para um sítio a três quartos de légua da vila, onde formaram choças para viverem, cujo sítio hoje conserva o mesmo nome.

 

Manuel da Gama Lobo

Campo Maior, 8 de Fevereiro de 1860

 

In, A VOZ DO ALEMTEJO –  ELVAS, 4ª – FEIRA , 4/4/1860       Número16



publicado por Francisco Galego às 13:59
Aqui se transcrevem textos, documentos e notícias que se referem à vida em Campo Maior ao longo dos tempos
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