Terça-feira, 11 de Outubro de 2011

Passámo a época das vindimas e estamos no início de nova produção vinícola.

 O vinho é uma das mais antigas produções do nosso território. Foram os romanos que o introduziram associado à produção dos cereais e do azeite. Estes três produtos agrícolas compunham a trilogia básica de sustentação para as populações romanizadas. A pecuária, sobretudo suínos e ovinos, eram as produções complementares para o abastecimento da carne, do leite e da lã.

Mas o vinho foi sempre considerado uma produção de excelência. Na Idade Média era tomado como complemento alimentar de grande importância e eram-lhe atribuídos efeitos terapêuticos no ataque a muitas maleitas. Nos Descobrimentos Marítimos, os navegadores perceberam que o vinho era o principal antídoto para o terrível escorbuto que resultava de uma alimentação desvitaminada por não poderem ingerir produtos frescos como frutas e vegetais, durante as longas viagens sem se aproximarem de terra.

 

O vinho foi sempre produzido em particamente todas as regiões do nosso país. Mas, no Alentejo, até há pouco tempo, a vinha ou bacelo aparecia associada ao olival. Com o alastramento da filoxera, a vinha sofreu forte redução na segunda metade do século XIX.

Actualmente, o vinho pode ser considerado produto de destaque da nossa produção agrícola por três ordens de razões: pela quantidade, pela variedade e pela excelência da sua qualidade. São portugueses alguns dos vinhos mais famosos do mundo.

 

Para ficarmos como uma noção da projecção dos vinhos portugueses, consideremos os seguintes dados:

- Em 1756 foi criada a Região Demarcada do Douro, primeira região vitivinícola a ser demarcada em todo o mundo. Governava em Portugal o Senhor Marquês de Pombal, em nome de Sua Majestade, D. José, soberano absoluto do Reino de Portugal e dos Algarves d’aquém e d’além-mar;

- No ano de 2010 foram vendidos 86 milhões de litros de vinho do Porto, tendo sido facturados dois milhões e meio de euros na exportação de vinho do Porto para o Brasil e o aumento das exportações de porto nesse ano foi de cerca de 3% o que correspondeu a 370 milhões de euros;

- A venda de vinho da Madeira no primeiro semestre de 2011 aumentou 5% e a venda total deste vinho para o estrangeiro atingiu a soma de 6.750 milhões de euros.

 

Mas, porque as condições climáticas não foram as mais favoráveis, espera-se uma redução de 30% na produção de vinho na Região Demarcada do Douro.

Por outro lado, há problemas difíceis de compreender no que respeita à produção do vinho: os agricultores queixam-se de uma sufocante falta de apoios e de se verem coagidos a vender a sua produção a preços muito baixos.

Coisas deste modo português de complicar em vez de facilitar, ou malhas que o “cego” capitalismo tece?

 

(Fonte de dados; DN, 2/10/11)



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publicado por Francisco Galego às 21:39
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