Domingo, 25 de Setembro de 2011

Feira d’Elvas, Feira d’Elvas,

Feira d’Elvas da cidade;

Quem me dera estar bailando,

No Senhor da Piedade.

 

Daqui p’ra cidade d’Elvas,

São três léguas, nada mais;

Ai que estrada tão comprida,

Tão seguida dos meus ais.

 

Daqui pr’a cidade d’Elvas,

Tudo é caminho chão;

Tudo são cravos e rosas,

Dispostos p’la minha mão.

 

Já Elvas não é cidade,

Nem vila lhe chamarão;

Já os Arcos d’Amoreira,

Deram consigo no chão

 

Belos Arcos d’Amoreira

Foram feitos sem ventura;

Por baixo estrada real,

Caminho pr’a sepultura

 

Também neste, como nos outros tipos de cantigas de “saias”, não podiam faltar as cantigas de escarnecer:

 

Eu hei-de ir à Feira d’Elvas,

No carro do João Vieira;

C’uma roda de toucinho

E outra roda de farinheira.

 

Caminho da Feira d’Elvas,

Fica o monte dos Judeus;

Se encontrares o meu rapaz,

Dá-lhe lá recados meus.

 

 

 

 

 

 

                                     

 

           



publicado por Francisco Galego às 19:07
Aqui se transcrevem textos, documentos e notícias que se referem à vida em Campo Maior ao longo dos tempos
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