Sábado, 20 de Novembro de 2010

 

“É pouco notável em antiguidades o concelho de Campo Maior. O recinto ameado do castelo, o muro de uma albufeira romana ou mourisca, a capela do Salvador, junto ao Xévora, a praça de Ouguela e alguns alicerces de procedência duvidosa, sã por ventura as únicas antiguidades que podem, por agora, motivar investigações arqueológicas.

Construções modernas, dignas de observação só há as já citadas. Mas não é inútil visitar a Igreja da Misericórdia e o hospital, a capela das almas feita de caveiras humanas, os conventos de São Francisco e de São João de Deus já meio transformados e algumas ermidas a que se ligam tradições religiosas, entre as quais se pode contar o Calvário enriquecido por imagens de valor artístico.

Construções particulares de vulto foram raras nos últimos quarenta anos. O movimento da povoação a tal respeito reduz-se a reedificar e reparar as antigas habitações e, mesmo assim, há sítios onde os proprietários não reedificam a casa que abate de velhice. O município deve quanto antes arrasar essas ruínas, verdadeiras chagas cobertas de podridão, desacumulando a vila de pejamentos repugnantes que lhe dão um aspecto de decrepitude, pouco acorde com a actividade febril dos habitantes e que induzem os que a visitam a apreciações erradas.”

 

( J. Dubraz, 1869, p. 6 e 7)



publicado por Francisco Galego às 10:57
Aqui se transcrevem textos, documentos e notícias que se referem à vida em Campo Maior ao longo dos tempos
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