Sábado, 24 de Julho de 2010

Nos finais dos anos 20, princípios dos anos 30, outras razões colocavam o futebol sob suspeita. Eram tempos de crise económica. Começara nos Estados Unidos com o Crash da Bolsa de Nova York  e alastrara a todas as partes do mundo. A Europa, já debilitada com as consequências da 1ª Grande Guerra, viu a situação agravar-se quando a América devido ao desmoronamento da sua economia, adoptou uma política proteccionista reduzindo ao mínimo as importações. Portugal, com uma economia de quase subsistência, viu agravar-se o seu quadro geral de miséria. O poder político de cariz fortemente conservador e repressivo, tornava impossível qualquer tipo de reivindicação organizada. O trabalho era pouco, mal remunerado e muito esforçado. A prática do futebol tornava-se difícil para os elementos das classes trabalhadoras. Os corpos, mal alimentados, mal suportavam o esforço laboral quanto mais o complemento de carga implicado nas competições desportivas. A tuberculose grassava e, por todo o lado, se constituíam enfermarias de isolamento e sanatórios para cuidar dos infectados com esta doença de cura difícil.



publicado por Francisco Galego às 09:38
Aqui se transcrevem textos, documentos e notícias que se referem à vida em Campo Maior ao longo dos tempos
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