Sábado, 05 de Junho de 2010

 

O testemunho que a seguir se transcreve, revela com toda a clareza e sem equívocos quanto eram ainda imprecisas as regras do futebol que se praticava na maior parte das terras de Portugal, nas primeiras duas décadas do século XX:

Os jogadores jogavam quando lhes apetecia, sendo por vezes difícil, ou mesmo impossível, constituir equipa para jogar.

Num jogo em Elvas, em 7 de Dezembro de 1930, entre os seniores do Sporting Club   Elvense e os do Sport Lisboa e Elvas que eram na época os dois   maiores clubes da cidade, apesar de o Sport Lisboa ter avisado por carta que não podia comparecer, a outra equipa entrou em campo, alinhou, o árbitro deu início à partida, marcaram dois golos na baliza deserta para confirmarem que ganhavam o jogo e o árbitro deu por findo o desafio.

A Voz Portalegrense de 12 de Fevereiro de 1933, a propósito de um jogo entre o Sport Club Estrela  de Portalegre e o Lusitano Ginásio Club de Évora escrevia que, quanto às condições de substituição, ficou combinado o seguinte: substituir apenas os jogadores que se magoassem, não voltando depois ao  terreno.

Ora, o Lusitano não cumpriu o combinado e substituiu durante o encontro alguns jogadores sem estarem magoados, por estarem a jogar mal e alguns dos jogadores substituídos voltavam depois ao campo, saindo os que os tinham substituído, ou os que melhor lhes conviesse.

 



publicado por Francisco Galego às 22:26
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