Sábado, 03 de Julho de 2010

Há oitenta anos atrás, reinava o amadorismo e o improviso. As regras utilizadas na maior parte dos desafios estavam ainda muito pouco definidas. Os jogos, na sua maioria, raramente começavam à hora marcada: era preciso esperar que os jogadores chegassem e se equipassem. Depois, escolhia-se, os entre os elementos da assistência, o árbitro para dirigir o desafio.

A duração do jogo variava consoante a disposição do árbitro e dos próprios jogadores. Estes, por vezes, interrompiam o jogo  porque algum deles se magoava. O tempo de duração das duas partes de 45 minutos separadas por um intervalo de 15 minutos nem sempre era respeitado pelos árbitros. Havia frequentes interrupções causadas pela discordância com as decisões tomadas pelo juiz da partida. Alguns jogos nem atingiam o tempo regulamentar dos 90 minutos porque os jogadores, zangados, se recusavam a continuar.  Levantavam-se  conflitos e suspeições porque os próprios árbitros tinham  comportamentos anárquicos, regendo-se mais pelos seus impulsos e caprichos do que pelas regras do jogo.

A Voz Portalegrense, em 1931, referia que um árbitro tinha abandonado o campo aos 39 minutos por causa de um grito de "fora o árbitro" lançado por um espectador , tendo sido substituído por outro para que se pudesse acabar o desafio. Noutro caso, um desafio esteve interrompido vários minutos porque os jogadores de uma equipa, não concordando com a marcação de um penalty, chutavam a bola para longe sempre que o árbitro a colocava na marca de grande penalidade e, por isso, a segunda parte do jogo durou 53 minutos.



publicado por Francisco Galego às 09:18
Aqui se transcrevem textos, documentos e notícias que se referem à vida em Campo Maior ao longo dos tempos
mais sobre mim
Julho 2010
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3

4
5
6
7
8
9
10

11
13
14
16
17

19
20
22
23

25
26
28
29
31


arquivos
pesquisar neste blog
 
Visitas
blogs SAPO