Domingo, 13 de Junho de 2010

Os campos, mesmo em Lisboa,  nem sempre possuíam as medidas regulamentares e não tinham como utilização específica a prática do futebol. Eram terrenos mais ou menos planos, campos de feira, praças públicas, onde se podiam espetar dois paus no chão, a sete pés de distância entre si e ligados em cima por uma corda, que faziam de baliza. As redes só apareceram mais tarde, como as marcações do campo, como os árbitros e como as regras que só foram fixadas e assimiladas com o decorrer do tempo. Os primeiros campos de futebol eram apenas isso: campos onde se podiam dar uns chutos na bola.

 

 

 

A própria bola nem sempre era fácil de adquirir porque era cara, rara e difícil de fabricar. A bola deixada pelos marinheiros ingleses na Madeira em finais do século XIX, quando se lhe estragou o cautechu, introduziam-lhe dentro uma bexiga de porco para que pudesse continuar a ser utilizada. Daí que a necessidade levasse ao engenho de se fabricarem bolas de trapo com meias velhas, cheias de tudo o que pudesse servir de lastro para encher um objecto que, se não servia para jogos a sério, servia pelo menos para praticar.



publicado por Francisco Galego às 09:09
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