Quarta-feira, 09 de Dezembro de 2009

Freitas do Amaral, com a autoridade que se lhe reconhece, concedeu uma extensa entrevista a um jornal diário de grande circulação. Entre outras coisas, afirma que o Presidente da República anda mal aconselhado, opina que o mais alto magistrado da nação devia falar ao país sobre a crise da justiça, a corrupção e o desemprego. Perante esta afirmação não podemos deixar de pensar que o Presidente parece, não só mal aconselhado, mas também não muito avisado. Quando deixa que, em seu nome, se levante a suspeição de que poderia estar a ser escutado, com a agravante de o ónus de tal acção poder recair sobre o primeiro-ministro, sendo agora sabido que, de facto, era este que tinha estado sob escuta, não parece uma maneira muito avisada de agir. Para não dizer que é eticamente muito discutível, tanto mais que, não puniu os que se comprometeram nesse processo, não os repreendendo ou sancionando. E, o que é mais grave, por ter vindo, a posteriori, como agora se viu, a promover o seu principal responsável. A um Presidente da República exige-se que, além da atenção aos grandes problemas da nação, apresente rigor, justiça e isenção em todos os actos da sua vida pública e em todas as suas decisões.



publicado por Francisco Galego às 00:11
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