Terça-feira, 24 de Novembro de 2009

A corrupção parece estar a alastrar monstruosamente, perante a complacência conformada das populações. Em certos casos há mesmo mais do que complacência: há uma verdadeira cumplicidade. Se não, como explicar a votação massiva em políticos acusados e condenados pelos tribunais por actos de corrupção? Como explicar que a população, ou parte significativa dela, vote num autarca que mostra sinais exteriores de riqueza reveladores de uma acumulação de património que não possuía antes do desempenho dos cargos políticos e que não poderia ser adquirido com os seus legítimos vencimentos? Como explicar que se vote em políticos que favorecem descaradamente alguns em prejuízo dos interesses legítimos de todos os outros?

Infelizmente tudo nos leva a concluir que a corrupção não é uma característica dos políticos mas que se está a tornar num fenómeno que vai corroendo as estruturas da nossa sociedade. Vemos tratados publicamente como heróis indivíduos que deviam ser ostracizados e penalizados devido ao carácter criminoso da sua acção no desempenho dos cargos políticos. Esses que impunes se pavoneiam, alardeando uma esperteza que não passa de descaramento e indecorosa falta de princípios, deviam estar a responder pelas suas malévolas acções e não a receber o apoio dos seus concidadãos.

 



publicado por Francisco Galego às 09:00
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