Sexta-feira, 20 de Novembro de 2009

Não é apenas por ser ilegal que a corrupção deve ser entendida como um acto censurável. É que a corrupção pressupõe sempre uma degradação ou deterioração dos valores morais e dos bons costumes, pois que a vantagem que alguém consegue para si, resulta em prejuízo de outros. A corrupção está quase sempre associada, pelas suas consequências sociais, à usurpação e ao furto. Trata-se, em última instância de um roubo perpetrado contra a sociedade, contra o Estado, contra a comunidade, ou contra particulares, pois que desvia em benefício próprio aquilo que devia ser usado em benefício de todos ou de outros. 

Neste sentido, a corrupção torna-se, por natureza, o contrário do que se deve entender por política. Repare-se que este termo deriva da palavra grega “polis” que, à letra, tem o significado de cidade, mas que, na verdade, para os gregos, designava o que hoje designamos por Estado. Daí deriva que o político deva ser alguém que coloca a sua capacidade, competência e disponibilidade ao serviço do Estado. Assim sendo, a corrupção é a negação da política pois que quem, no exercício de um cargo político a pratica, desvia o que deve ser da comunidade ou do Estado, em seu próprio benefício. Logo, o que pratica acto de corrupção deve ser impedido de desempenhar funções políticas e deve ser punido pela ilegalidade das acções desenvolvidas contra os interesses colectivos que lhe competia defender.

Agora começam a causar escândalo os casos como este “Face Oculta” que tanto ocupa a opinião pública nos dias correntes. Bom seria que este caso que merece tamanho destaque fosse caso de excepção. Porém, se nos pomos a analisar a situação em toda a sua gravidade, começamos a crer que se vai tornando regra aquilo que é publicitado como se fosse pouco usual na nossa sociedade. É que este caso do âmbito da política nacional, leva-nos a pensar nos inúmeros casos que vão proliferando a nível da política local.

 



publicado por Francisco Galego às 09:00
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