Segunda-feira, 16 de Novembro de 2009

Eis o tema que, de repente, saltou para a opinião pública, fazendo a primeira página dos jornais de grande circulação nacional. “Face Oculta” foi o nome de código atribuído a um novo escândalo envolvendo figuras gradas do universo político, financeiro e empresarial. Mas, afinal o que vem a ser isto da corrupção?

Tende-se muito a confundir corrupção com política, como se uma coisa implicasse necessariamente a outra. Ora, felizmente, não é bem assim, embora apareçam bastantes vezes associadas. Apesar disso, é muito injusto e desadequado fazer semelhante confusão. Por um lado, porque há muitos que se dedicam à actividade política e que estão completamente à margem dos actos de corrupção. Por outro lado, porque a corrupção talvez seja mais um problema global da nossa sociedade e não uma característica da actividade política.

O termo português “corrupção” deriva do termo latino “corruptio, corruptionis” e é usada em muitas acepções. Quando referida a situações relacionadas com a acção política, refere-se à acção de alguém que, contra a lei, procura obter vantagens pessoais ou leva alguém a agir contra a lei, através de oferta de dinheiro ou de outros valores ou favores, com a finalidade de, com isso, obter benefícios. No segundo caso, o acto pressupõe a acção conjugada de um corruptor “activo” (o que mediante suborno leva outro a agir em seu favor) e de um corrupto “passivo” (o que, por suborno, se dispõe a cometer uma ilegalidade, esperando obter vantagens monetárias ou favorecimentos no desempenho das suas funções).



publicado por Francisco Galego às 09:00
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