Quarta-feira, 28 de Outubro de 2009

 

Foi constituídoe empossado um novo governo para Portugal. Será que teremos novas condições de governabilidade, tão necessárias à resolução dos gravíssimos problemas que o país enfrenta neste momento?
   Em declarações recentes, José Sócrates tem vindo a expressar mágoa e ressentimento por ter sido atacado, constante e persistentemente, ao longo da passada magistratura. Sindicatos, partidos da oposição, órgãos de comunicação social, formaram uma frente de contestação, usando quase sempre o ataque pessoal contra o seu carácter, honestidade, clareza e lisura de processos e intenções.
Apesar destes ataques sistemáticos, manteve o apoio do povo português e, ainda que com algum desgaste em termos de resultados, a ele cabe dirigir o governo do país, na próxima legislatura. Será que os ataques vão persistir até conseguirem finalmente alcançar o objectivo que falharam no último acto eleitoral, sendo certo que só o conseguirão mediante um grande agravamento da situação interna de Portugal?
Político bem preparado e determinado na consecução dos seus objectivos, José Sócrates tem vindo a traçar as linhas mestras da sua actuação para o futuro próximo, como primeiro-ministro. Segundo as suas declarações mais recentes, no governo minoritário que lhe cabe dirigir, terá de dar prioridade ao combate à recessão económica pois, sem recuperação da economia, não será possível vencer a crise e alcançar a estabilidade social. Claro que, sem maioria absoluta, terá de proceder a uma negociação constante com as outras forças sociais e políticas, procurando os consensos necessários para alcançar as metas traçadas para vencer a crise.
Mas, tudo isto terá de ser feito sem perder de vista que o PS, partido mais votado, se apresentou ao eleitorado com um programa que não poderá, de modo nenhum, deixar de ser tomado como ponto essencial de referência. Tanto mais que, o segundo partido mais votado, o PSD, fiel às crenças neoliberais dos seus actuais dirigentes, baseadas nas virtudes auto-reguladoras da economia de mercado, com intervenção mínima do Estado, contestou ao longo da campanha eleitoral que, para assegurar a retoma e conseguir a estabilidade, se recorresse aos grandes investimentos pelo sector público, como via mais consistente para vencer a fase mais depressiva do ciclo de crise económica. Este partido passou quase a toda a campanha eleitoral a clamar contra o deficit, enquanto o PS sempre deixou claro que as condições actuais do país ditavam a necessidade de deixar em suspenso a questão do equilíbrio das contas públicas para uma fase posterior, quando o crescimento económico já estiver assegurado. Isto na condição de ter um grande cuidado para evitar perigosas derrapagens que poderiam colocar em risco as finanças do país no médio prazo.
Em conclusão: esta situação económica muito complexa e muito difícil, exige de todos uma congregação de esforços e uma grande capacidade de diálogo para gerar consensos, de forma a criar as condições que permitam ultrapassar as dificuldades que o país enfrenta na actual conjuntura.


publicado por Francisco Galego às 09:00
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