Terça-feira, 15 de Setembro de 2009

 

Por gosto e por vocação fiz do estudo e do ensino da História o meu modo de vida. Mas o conhecimento da História não fez de mim um saudosista. Não choro o tempo que passou, nem exalto as suas “virtudes” perdidas. Eu sinto apenas uma imensa pena de já não poder viver o tempo que há-de vir pois tenho a convicção que ele será melhor do que o tempo que agora vivo. Parece-me ser esta a melhor e mais atilada maneira de entender as coisas importantes da vida.
É importante compreender o passado, pois o seu conhecimento ajuda-nos a entender como e porquê as coisas evoluíram num certo sentido. Mas a contemplação do passado tem qualquer coisa de mórbido que não nos deixa apreciar o lado bom da vida que nos cabe viver.
Todas as épocas tiveram os seus problemas e em todas elas isso foi motivo para alguns fazerem o choradinho de que “no meu tempo é que era bom”. O melhor e maior castigo que se lhes podia dar era fazê-los voltar a viver nesse tempo que só era bom porque é um tempo já passado. Por muito que por vezes nos pareça que não, o mundo vai evoluindo no sentido do seu progressivo aperfeiçoamento.
Tenho consciência dos problemas que, neste momento, preocupam e atormentam os meus filhos. As dificuldades que vivem e, sobretudo, as dificuldades que vêem os outros viverem. Mas se me ponho a comparar as minhas recordações com as suas vivências, acabamos por chegar à conclusão de que talvez as coisas não sejam tão más como, nos “bons velhos tempos”, foram.

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publicado por Francisco Galego às 19:18
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