Sexta-feira, 28 de Outubro de 2016

AS ANTIGAS CAPELAS E ERMIDAS

Antes havia na vila quatro entradas e em cada uma delas uma grande cruz de mármore. O lugar da primeira era junto à Ermida de S. Pedro. O da segunda junto à Ermida de Santa Maria dos Pastores, que ficava à parte esquerda do rastilho da porta deste nome. Esta Ermida veio a ser derrubada. A terceira estava numa encosta vizinha a esta Ermida. A quarta estava num sítio chamado o prado.

(João Mariano, p. 28)

            “…O Dr. Novaes diz, falando nas ermidas que tinha esta Vila, o seguinte:  Espírito Santo, Santa Vitória, Nossa Senhora da Graça que foi antigamente freguesia”. ( Estêvão da Gama, p. 46)

            “O Dr. António Gonçalves de Novaes, faz memória das ermidas que havia nesta vizinhança e eram a de S. Vitória, que hoje se acha totalmente arruinada, mas ainda se conservam algumas paredes da Igreja de Nª Srª da Graça a qual se demoliu totalmente a respeito da fortificação. Havia também outra, a do Espírito Santo, que modernamente se arruinou, dentro da vila.” (Estêvão da Gama, p. 55)

As instalações destinadas a sede do poder local foram ‘arrimadas (exteriormente) ao Muro do Castelo, (…) entre o vão que fazem as duas torres’, próximo de onde, antes do desastre que em 1732 destruiu parte do Castelo e da Vila, existia uma porta de acesso à fortaleza e à Vila Velha. O edifício camarário da época de Quinhentos, erguido na actualmente designada Praça Velha, encostado aos muros exteriores do Castelo, tinha ‘de vão no pavimento cinco varas de largo e tem sua escada de dois lanços e duas salas, uma das audiências e outra das vereações, com quatro janelas rasgadas, uma em sacada e por baixo outras duas casas (…) e junto ao muro se acha um vão em quadro, onde antigamente foi uma ermida chamada do Espírito Santo que hoje não existe.

(Rui Vieira, 1999, p. 135)

 



publicado por Francisco Galego às 00:01
Segunda-feira, 24 de Outubro de 2016

 

            “É Campo Maior uma das praças mais importantes da Província do Alentejo fronteira de Badajoz, sem que, entre uma ou outra, haja rio ou serra que possam impedir as operações de cavalaria. É fronteira a Albuquerque que é a segunda praça da Província da Estremadura.”  (Estêvão da Gama, p. 80)

            “É esta Vila fortificada ao moderno, como uma das praças principais das fronteiras.

O seu recinto se ocupa com o Baluarte de S. João e o de Santa Cruz, entre os quais os fossos que lhe correspondem  são cheios de água, a que chamam o Lago e o Laguinho. Têm estes muita tenca e excelentes pardelhas. Conservam-se todo o ano com abundância de água que recebem do ribeiro da Fonte Nova . Ao Baluarte de S. Cruz se segue uma cortina muito grande e, no remate dela fica-lhe, a cavaleiro, o meio baluarte que chamam do Curral dos Coelhos. A este se segue o que chamam de Lisboa e a ele o baluarte de S. Sebastião entre os quais está a porta da Vila que chamam de Santa Maria. Segue-se o Baluarte da Boa Vista, a este o meio Baluarte de Santa Rosa, que de novo se fabrica, a ele o Baluarte de São Francisco, o Baluarte da Fonte do Concelho e o Baluarte do Picha Torta, cuja cortina fecha a Praça no Baluarte de S. João e nela está situada a porta principal que chamam de S. Pedro.

Tem excelentes fossos, bastantes esplanadas, estradas encobertas e, em algumas partes, contra escarpas.

Tem seis revelins, dois fortes, o principal se chama de S. João para a parte do nascente, o outro do Cachimbo, para a parte do meio-dia. E, porque há outra narração que lhe dá diferentes sítios, se põem estes que são os verdadeiros.

Esta fortificação principiou-a D. João IV e a têm continuado a Rainha D. Luísa, El-Rei D. Afonso VI, El-Rei D. Pedro II e El-Rei D. João V que Deus guarde.

Mas, sem embargo de não estar acabada e ter muitas imperfeições, resistiu ao Sítio que lhe moveram os castelhanos em 27 de Setembro de 1712, governando aquele exército o Marquês de Bay e as nossas armas Pedro de Mascarenhas e a Praça, Estêvão da Gama de Moura e Azevedo.”

 

In, Estêvão da Gama de Moura e Azevedo - Notícias da antiguidade, aumento e estado presente da Villa de Campo Maior tiradas de autores, papéis autênticos e tradições antigas e conservadas na memória de seus naturais,



publicado por Francisco Galego às 00:07
Sexta-feira, 21 de Outubro de 2016

O "Assento das Provisões de Boca", de Campo Maior, é um grande edifício militar que tinha como função principal o armazenamento de víveres e de outros produtos destinados a garantir o abastecimento da guarnição da antiga praça militar, permitindo-lhe resistir durante um período alargado de tempo, em caso de cerco.

Segundo dados recolhidos no Arquivo Histórico Militar, o Assento das provisões militares é um dos edifícios mais notáveis desta Vila e, no seu género, talvez o melhor da Província do Além-Tejo, porque as oficinas do Assento, as melhores de toda a Província, se haviam construído debaixo das dimensões adoptadas nos edifícios próprios das Praças de Guerra e foi obra do Tenente Coronel Engenheiro Tomás de Vila Nova e Sequeira.

Em 1801, na eminência da chamada Guerra das Laranjas (20 de Maio a 6 de Junho de 1801) procedeu-se à “reorganização do assento das provisões de boca, mandaram-se aprontar as atafonas[1] para suprir a falta dos moinhos para o caso de o inimigo infestar a campanha. D. José Carvajal, prestou-se a esta importante obra fornecendo as madeiras necessárias.”

Estas atafonas consistiam numa extensa e bem apetrechada área destinada ao fabrico do pão, que contava com a atafona propriamente dita, destinada a transformar os cereais em farinha e uma padaria com área de amassadura e fornos. Outras áreas do assento consistiam em armazéns dos recursos alimentares ou de outros materiais destinados à subsistência da população da vila e da sua guarnição militar em épocas de conflitos, tanto nos casos de cerco da vila, como na manutenção dos exércitos luso-britânicos quando, na Guerra Peninsular, desenvolviam acções nesta região, como aconteceu, por exemplo, no último dos quatro cercos de Badajoz que durou de 6 de Março a 7 de Abril de 1812 e culminou com a conquista da cidade pelo Duque de Wellington, sempre apoiado pelos recursos do assento militar de Campo Maior.

 

SUGESTÕES PARA UM PROJECTO DE REQUALIFICAÇÃO

 

Um projecto para a requalificação deste valioso elemento do património deste concelho deverá visar a consecução de alguns dos compromissos assumidos, explicita ou implicitamente, no programa eleitoral pela equipa que agora assume a gestão do município, designadamente:

1 -    A inclusão de Campo Maior nas rotas turísticas da região em que se insere;

2 -   A promoção e realização de iniciativas no centro histórico combatendo a desertificação do mesmo;

4 -   A criação de um museu centrado no tema Festas do Povo, manifestação maior da cultura campomaiorense.

5 -   A promoção da imagem de Campo Maior em Portugal e no estrangeiro;

6 -   A promoção e dinamização dos museus de Campo Maior;

7 -   A promoção de concursos e de exposições de índole cultural;

8 -   A realização de programas temáticos sobre questões de interesse patrimonial e (ou) cultural;

9 -   A criação do arquivo histórico do concelho de Campo Maior e a disponibilização da sua consulta, em colaboração com a Biblioteca Municipal João Dubraz;

10 -  A organização de cursos sobre a História e o Património locais;

11 -  A organização de sessões de divulgação de aspectos da cultura local;

12 -  A criação e manutenção de um Centro Interpretativo da História de Campo Maior.

 

Para a consecução destas intenções, o antigo Assento Militar apresenta, como grande vantagem, a sua localização num ponto de grande centralidade e de fácil acessibilidade, a acrescentar ao seu indiscutível valor patrimonial.

Um projecto de requalificação deve ser estruturado segundo vectores essenciais, designadamente:

 

  • QUANTO À FINALIDADE

 

 Valorizar aquele que é um dos mais antigos e o melhor conservado, dos elementos do património construído da vila de Campo Maior. No entender de alguns especialistas em arquitectura militar, tratar-se-á de um dos melhores edifícios do género que existe no nosso país.

Apesar das alterações que sofreu ao longo do tempo, é um importante testemunho da função que Campo Maior desempenhou, como uma das mais importantes praças de guerra de guerra que assegurava a defesa da fronteira terrestre, até meados do século XIX. Nessa função se distinguiu e nobilitou em diversas ocasiões críticas para a independência de Portugal.

 

  • QUANTO AOS OBJECTIVOS

 

Os objectivos a definir devem ser estruturados a vários níveis e segundo diversas orientações. Nomeadamente:

 

1 – O nível histórico, o nível cultural, o nível educacional;

2 – A preservação da memória e da compreensão da evolução da

 cultura campomaiorense;

3 – A sistematização e preservação das tradições culturais;

4 – A transmissão do conhecimento à comunidade campomaiorense

e aos que visitam a vila de Campo Maior.

 

  • ÁREAS A PRIVILEGIAR

 

1 – Núcleos museológicos, com destaque para as Festas do Povo;

2 – Eventos culturais como: Mostras, visitas guiadas, exposições;

3 – Centro Interpretativo da História de Campo Maior.

 

 

Esse projecto deverá ser elaborado, estruturado e explicitado de forma adequada para que dele possam derivar projectos parciais e programas de execução viáveis, de acordo com os objectivos traçados e atendendo aos recursos humanos, financeiros e materiais disponíveis para a sua execução.

 

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[1] Processo de moagem dos cereais utilizando a força de animais de tracção para accionar as mós.



publicado por Francisco Galego às 00:09
Terça-feira, 18 de Outubro de 2016

Frei Manuel de Figueiredo,

 Eremita Augustiniano, cronista da sua província (Ordem), e muito acreditado pregador no seu tempo, de seu nome António Dias da Silva e Figueiredo, foi natural de Campo Maior e morreu no Convento da Graça de Lisboa a 19 de Novembro de 1774.

Estava de visita à sua família quando se deu a explosão do paiol na torre de menagem, provocando uma terrível destuição em Campo Maior. Foi, portanto, testemunho directo do trágico acontecimento que descreveu neste documento por si publicado em Lisboa, com o seguinte título:

“Notícia do lastimoso estrago, que na madrugada do dia 16 de Settembro, deste presente anno de 1732, padeceu a Villa de Campo-Maior, causado pelo incêndio, com que hum raio, cahindo no armazém da pólvora, arruinou as torres do castello, e com ellas as casas da Villa. Escrita por António Dias da Sylva, e Figueiredo, natural da mesma Villa”, Lisboa Oriental, na Officina Augustiniana, 1732

 

“Desde o dia 14 de Setembro começou o céu a dispor-se para este estrago, encapotando-se na primeira noite os ares e fuzilando com alguns relâmpagos os quais, acompanhados de trovões, causaram muito sustos que não passaram de ameaços.

 Chegou enfim a tristíssima noite de dia 15 que havia de reduzir a cinzas aquela máquina que, por quase cinco séculos, resistiu às injúrias do tempo e aos combates da guerra. Principiou com a carranca dos ares a atemorizar os corações, anunciando-lhes com alguns trovões a ruína em que, daí a poucas horas, se haviam de encontrar sepultados. Seriam as 3 horas da madrugada quando, cruzando-se duas trovoadas, uma da parte do Poente, outra da parte do Meio-dia, fizeram despertar com horríveis trovões os moradores. Quase uma hora durou o horror da tormenta em que as duas trovoadas pareciam travar um combate disputando qual delas devia assolar a vila. Até que, unindo as suas forças num horrível estampido, saiu de uma nuvem o fogo que tinha sido concebido por tamanha ira. Caiu o raio na torre maior, ignorando-se de que parte a feriu. Uniu-se o fogo vindo do céu ao da terra quando rebentaram as bombas, granadas e pólvora que se guardava no interior da torre. Havia nela 5.732 arrobas e 6 arráteis de pólvora, 4.816 granadas ordinárias, 830 granadas reais, 711 bombas, 2.575 granadas desatacadas. Tudo isto com o seu impulso deu ruína ao castelo e sepultura à vila.

Ateando-se o fogo do raio em tanta, tão arrumada e tão activa matéria, arrancou dos alicerces a torre de menagem e com ela mais quatro das seis torres pequenas. A este estrago seguiu-se o da vila: primeiro pelo impulso violento da explosão; depois pelo chuveiro de pedras, algumas de notável grandeza, despedidas do castelo arruinado.

Com o repentino abalo e ruína de suas casas, os assustados moradores que ficaram vivos pensaram, cada um deles, que era apenas o seu estrago particular, ou seja, o que um raio tinha feito na sua própria casa. Até que clamando uns por misericórdia, outros por confissão e outros por socorro, entenderam que se não podiam valer uns aos outros porque a ruína era de todos. Mas, no princípio, no meio da confusão e do horror, ignoravam qual tivesse sido verdadeiramente a causa.

O impulso foi tão violento que as casas caíram ao mesmo tempo parecendo que disputavam umas às outras o terreno para se derrubarem. Ficaram arruinadas 840 casas e mesmo as poucas que resistiram ao estrago, tiveram seu dano em telhados e portas. Foi tal o impulso que, mesmo as portas que não estavam voltadas para o castelo, foram violentamente arrancadas das suas ombreiras. Serviu de escudo ao pequeno número das casas que ficaram de pé o grande edifício da Igreja Matriz que susteve a maior parte do chuveiro de pedras da torre. Mas o magnífico templo que susteve o maior ímpeto do castelo, sofreu algum destroço, destruindo-se todo o frontispício e a abobada do coro que estava sobre a porta principal e que era obra de pedraria e muito forte. Também ficaram danificadas as abobadas das suas três naves e algumas das colunas que são de cantaria. Quebraram-se as portas, tendo as principais sido arrancadas com tal violência que foram parar junto ao altar-mor. Nem as imagens ficaram incólumes de tamanho ímpeto.

O mais sensível estrago foi o que padeceu a Igreja, Convento e Hospital de S. João de Deus, onde não ficou casa alguma que não padecesse ruína. Mas o mais lamentável foi o que ofendeu o mais sagrado. Porque, caindo o tecto da Igreja e quebrando o Sacrário onde estava o Santíssimo, se achou a Ambula[1] fora do seu lugar e as formas consagradas caídas em terra e despedaçadas, ainda que juntas debaixo da hóstia grande que ficou inteira.

A Misericórdia e Hospital desta vila também tiveram o seu dano.

Maior dano experimentou o Convento de São Francisco, onde não ficou porta inteira, nem mesmo a mais interior, abrindo grandes roturas nas suas abobadas as muitas e grandes pedras que sobre elas caíram. Arruinou-se também o frontispício da sua Igreja, obra recém acabada, caindo em terra a imagem de Santo António que estava nesse frontispício, tendo caído os pedaços na cabeça de um pobre homem que procurava refúgio no espaço sagrado da Igreja, provocando-lhe a morte.

Como a veneranda imagem do grande Baptista estava depositada na pública capela, que tem nas suas casas o governador desta praça, por estar demolida a Igreja do Santo devido ao projecto de se edificar uma nova, maior e de melhor arquitectura, foi aquela capela a única que foi respeitada pela ira do céu, pois que, caindo grandes pedras nas casas do governador, com grande dano, nem de leve elas ofenderam o lugar onde estava o Santo, ficando ilesa toda aquela numerosa família do governador. Benefício que também experimentaram todos os irmãos que, no presente ano, servem na mesa do Santo.

Confessamos que também a Ermida do invicto Mártir S. Sebastião, que está num baluarte da muralha, não sofreu ruína, mas não é tão notável o prodígio por ficar numa parte para onde não se encaminhou o ímpeto da explosão.

Dentro do próprio castelo, sofreram ruína os “armazéns de outras provisões de guerra” e ainda duas torres que ficaram em pé, sofreram seu dano ficando descoberta uma que conservava em si alguns barris de pólvora, os quais não rebentaram. Também ficou isenta de estrago uma pequena capela que a devoção dos moradores desta vila tinha erigido a uma pintura do Padre Eterno, que se achou quando se demoliu a antiga Igreja que fora matriz desta vila e que depois foi, por alguns anos, ocupada pelos religiosos de S. Francisco. Esta imagem é muito venerada pelos frequentes prodígios que obra.

Ficaram também demolidas as casa da Câmara e a cadeia desta vila.

A fortificação sofreu seu dano, principalmente nas portas da Praça que, sendo fortíssimas, foram arrancadas como impulso da explosão. Tão activa foi ela que, estando três canhões desmontados e quase subterrados junto do reduto,[2] arrancou dois do chão e arrojou-os para fora das muralhas. O mesmo sucedeu a dois morteiros que estavam junto da porta do castelo.

Mesmo à distância de quatro léguas se fez sentir o efeito da explosão pois os moradores de Arronches e Albuquerque deram notícia de terem sentido, nessa hora, um extraordinário abalo nas suas casas.

Observou-se que em todas as boticas que há nesta vila ficaram isentas de estrago, havendo mesmo algumas que não sofreram dano apesar de ter caído o tecto das casas em que estavam. Parece que o Céu, depois de dar o golpe para nossa emenda, teve providência em conservar ilesos os remédios para a cura. Assim se conjectura que, apesar de ter desembainhado a espada, não descarregou o seu golpe com toda a violência. Porque, sem tantos prodígios, não podiam tantos ter escapado com vida no meio da total ruína das suas casas. Apesar de ter havido famílias inteiras em que todos ficaram mortos, foi muito maior o número dos que saíram das mesmas ruínas sem qualquer lesão, causando admiração o modo como, sem advertência, evitaram o perigo.

Não se pode averiguar o número certo das pessoas que morreram nesta ruínas. Alguns estimam que chegaram a duzentas. As de que temos certa notícia pelo distribuidor da Igreja e que rondam as duzentas, são as seguintes:

- Na Igreja Matriz enterram-se 76 pessoas de comunhão e 28 crianças pequenas;

- No Convento de S. Francisco, 17 crianças pequenas;

- No Hospital de S. João de Deus, 6 soldados e uma criança pequena;

- Na Misericórdia, enterrou-se apenas o seu provedor Francisco Pires Cotão que foi a pessoa principal diante do Regimento de Cavalaria e um sargento de Infantaria;

- Morreu também um religioso de S. João de Deus, chamado Frei José de Santa Catarina, sacerdote, confessor, a quem, partindo-lhe uma pedra a cabeça e lançando-lhe fora os miolos, não rompeu a túnica em que estavam metidos, de sorte que, pondo-lhos outro religioso no seu ligar e unindo-lhe a cabeça, ficou tão composto como se não tivesse lesão alguma; era religioso de vida exemplar;

- No Convento de S. Francisco morreram 3 dos monges que estavam orando no coro – o padre Frei Pedro de S. Boaventura, pregador, que logo ficou morto; o padre pregador Frei António das Chagas, que ainda pôde receber a extrema-unção; o padre confessor Frei António de S. Faustino, a quem uma pedra quebrou ambas as pernas e molestou de sorte que durou poucas horas; ficaram gravemente feridos mais três religiosos da mesma comunidade;

- Morreu também o padre Domingos Gonçalves Pires, mestre de latim nesta vila, de idade de quase70 anos, mas em todos de tão justificado procedimento que, desde menino, se não soube dele nem a mais leve verdura.

- E, fazendo-se reflexão sobre todas as pessoas que morreram, acha-se serem quase todas elas timoratas e de boa consciência. E, observou-se em especial que se achava coberto de cilicio o corpo de uma bem morigerada donzela que morreu nesta desgraça.

Estes são os mortos de que se fez especial memória, mas, fora deles, se enterraram muitos outros, muitos pela piedade de seus parentes e amigos de que se não pode saber o número certo, porque a mesma piedade que o fazia o ocultaria.

Sabe-se contudo (e pode este número acrescentar-se ao dos mortos) que, constando ao Doutor Juiz de Fora que passavam de 20 os mortos que estavam, no segundo dia, no Hospital da vila e que os seus cadáveres tinham corrupção, os mandou conduzir e sepultar à sua custa, a cujo enterro assistiram clérigos castelhanos.

Além disso, teme-se que estejam alguns sepultados nas ruínas das suas casas, como sucedeu a uma menina de tenra idade, a qual, depois de 4 dias foi desenterrada, mas ainda viva que ainda hoje existe.

Os mais gravemente feridos, que ainda hoje se estão curando, são 302, sendo incomparavelmente maior o número dos feridos leves que não chegaram às mão do cirurgião e outros que procuraram remédio nas terras circunvizinhas, buscando amparo de parentes e amigos, cujo número, prudentemente, se conjectura chegar aos 2.000.[3]

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[1] Ambula – recipiente para guardar os santos óleos.

[2] Reduto – recinto fechado dentro de uma fortaleza que servia como último ponto de resistência.

[3] Estêvão da Gama d Moura e Azevedo refere 256 mortos entre pessoas grandes e pequenas e mais de dois mil feridos.



publicado por Francisco Galego às 00:04
Sábado, 15 de Outubro de 2016

Tanto como a cultura dos cereais, principalmente do trigo, o pastoreio era importantíssimo neste concelho, como actividade complementar da sua economia agrária, pois o gado, principalmente o ovino, aproveitava o que ficava como restolho depois das ceifas e os pastos que cresciam nas terras em pousio.

Mas, tendo Campo Maior um território muito pequeno, a sobrecarga da actividade pastoril durante o tempo que decorria entre a sementeira e a colheita das searas, os pastores tinham mesmo que ir procurar pastagens noutras terras, a dezoito e vinte léguas de distância. Deslocavam-se com os seus rebanhos para as terras a norte de Portalegre, nomeadamente os pastos de Niza, todos os anos, entre o começo de Outubro e o final do mês de Março.

Os documentos referem também que da Beira vinham muitos pastores para exercerem a sua actividade em Campo Maior. Vinham na expectativa de que aqui pudessem fazer fortuna, pensando poderem ir adquirindo gado próprio e, um dia, virem a tornarem-se autênticos lavradores, sonho que alguns deles conseguiam tornar realidade.

A existência do livre pastoreio nas terras do termo de Campo Maior, parece não ter levantado problemas até meados do século XVIII. O uso comunitário das pastagens estendia-se a todo o seu território. Não encontramos aqui, como noutros concelhos, documentos que façam qualquer alusão ao hábito de leiloar as pastagens.

Numa notícia de 1758, estava claramente explicitado que o termo de Campo Maior “é todo baldio por conta dos gados”. Mas, por essa altura, começaram a surgir contestações a este regime de pastoreio livre. Uma petição enviada à Corte Suprema em 1755 manifesta a hostilidade dos proprietários das terras à livre utilização dos pastos. 

A tradição da livre pastagem nas terras baldias era costume tão arreigado que as gentes de Campo Maior não possuíam sequer uma reserva comum para os bois. Por isso, desde o começo do século XVII, foi adoptada uma solução que consistia em que cada cultivador deixasse em defeso uma parte da terra que explorava e a que se chamava o remendo. Esta parte era delimitada nos alqueives, por um rego de charrua e era reservada para alimento dos seus animais. Todos os anos tinham de requerer ao juiz de fora, entre 1 de Novembro e 31 de Janeiro, a autorização para traçar o remendo. Estas porções ficavam isentas do dever de livre pastagem, desde o momento que a autorização era concedida, até 31 de Maio.

Esta solução era original, mas, no fundo, só interessava aos lavradores que podiam dispor da terra em regime de permanência. Para os seareiros, classe muito numerosa em Campo Maior, que trabalhavam courelas em regime de arrendamento, ficava apenas a possibilidade de recorrerem às terras comunais reservadas para este efeito. A maior parte da produção de trigo no concelho era garantida pela actividade destes seareiros. Mas, também eles tinham na criação de gado um complemento para compensar os escassos ganhos que obtinham na agricultura nos anos em que era fraca a colheita dos cereais. A estes convinha manter a situação de livre acesso às pastagens segundo a tradição do concelho.

Contudo, a maior parte do território estava dividida em herdades arrendadas aos lavradores e, muitas delas, eram destinadas apenas ao pastoreio de gado ovino. Aos seus exploradores convinha a reserva do direito de pastagens. Por isso lutavam contra o direito de livre pastoreio.

Quando uma provisão de 1788 aboliu o pastoreio livre no termo de Campo Maior, contrariando o que era uma antiga tradição neste concelho, houve uma forte resistência à decisão que passava a permitir que as herdades pudessem ser coutadas e vedadas à livre utilização pelos rebanhos. A população queixava-se de que, em consequência da decisão de 1788, cerca de centena e meia de herdades estavam ao abandono, servindo apenas para apascentar os gados dos proprietários. Daqui resultavam grandes prejuízos em termos de produção e graves problemas sociais porque o pastoreio, exigindo muito menos mão-de-obra do que o cultivo dos campos, lançava na miséria os trabalhadores que, em desespero, recorriam à mendicidade e ao roubo para garantirem a sua magra subsistência. O crescente absentismo dos grandes lavradores foi apontado como o principal factor da crise generalizada que se viveu em todo o Alentejo, em finais do século XVIII e nas primeiras décadas do século XIX.

O pastoreio em grande escala, praticado pelos lavradores nessas herdades, favoreceu a acumulação de vultuosos capitais e o desenvolvimento do grande capitalismo agrário nesta região do Alentejo.

 



publicado por Francisco Galego às 00:07
Segunda-feira, 10 de Outubro de 2016

O pastoreio dos ovinos implicava o comércio da lã e da sua utilização pelas oficinas locais ou para exportação para terras onde estivesse mais desenvolvida a tecelagem. A associação das searas aos rebanhos de ovelhas existia no Alentejo mesmo ao nível das paisagens, tratando-se sem dúvida de duas actividades complementares por causa da rotação de culturas, da utilização dos baldios e do aproveitamento dos restolhos. 

No Alentejo havia pastores que tomavam de arrendamento as herdades apenas para nelas colocarem os seus rebanhos em pastagem, sem as cultivarem. E isto acontecia tanto para os ovinos como para os porcos. Daí as frequentes queixas contra a existência de grandes extensões de terras que ficavam incultas para nelas se praticar apenas o pastoreio. Além da lã os pastores fabricavam os queijos que conseguiam vender, mesmo para Lisboa, onde eram muito apreciados. No distrito de Portalegre havia grandes rebanhos de ovinos com particular incidência nos concelhos de Campo Maior, Fronteira, Ponte de Sor e Gavião.

Segundo um autor anónimo de Campo Maior que enviou relatório para Lisboa, em 1779, cinco pessoas arrendaram 39 das 54 herdades do concelho, tendo uma delas tomado para si nove dessas herdades, não para as cultivar, mas para nelas colocar os seus rebanhos de ovelhas.

No concelho de Campo Maior, que era considerado um dos mais ricos do Alentejo por nele predominarem os solos argilosos, o cura em resposta a um inquérito feito em 1758, queixava-se da pequenez da sua paróquia que ocupava todo o concelho, o qual, por ser tão pequeno, não teria espaço suficiente para o pastoreio. Por isso se tornava necessário ir procurar pastagens fora do concelho.

Em 1775 terá havido tal polémica neste concelho envolvendo as questões do pastoreio que suscitou um inquérito ordenado pela Corte Suprema do Reino, o qual forneceu preciosas informações sobre a situação local. Essas informações não deixam dúvidas quanto à importância dos criadores de gado no concelho de Campo Maior, no século XVIII.

Num outro documento, o notário do concelho pretendendo classificar os signatários de uma petição favorável à manutenção das pastagens em comum, coloca os criadores de gado e os pastores ao mesmo nível dos lavradores, seareiros e carreteiros. O poder desses criadores e pastores era tal que, em 1757, conseguiram obter a abolição de um regulamento municipal que lhes era hostil porque impedia que, quem não tivesse quatro juntas de bois e não cultivasse uma herdade, pudesse beneficiar do pastoreio nos baldios.

A criação de gado ovino terá alcançado tal extensão, que gente pobre vinha para Campo Maior em busca de fortuna, na expectativa de que, começando como pastores, pudessem vir a tornar-se proprietários de rebanhos e, até mesmo, lavradores. O número de cabeças de gado ovino era de 22.782 em 1775; portanto, muito elevado para um concelho de tão pequeno território. Só assim se compreende o vigor das polémicas em torno das pastagens nos baldios. Em 1788 foi aprovado um regulamento que obrigava os de fora a alugarem uma terra para a poderem aproveitar para pastagem. Trinta anos mais tarde houve reclamações contra os excessos da criação de gados atribuindo-os ao direito de cercar os campos e à obrigação de os gados se deslocarem apenas pelas canadas.

Há notícia de que, boa parte destes gados passava para Espanha em contrabando. O autor anónimo do referido relatório avaliava em 60.000 o número de animais que, de Campo Maior, passavam todos os anos para Castela, declarando que colhera esta cifra junto de um castelhano bem colocado e sublinhando que se tratava de animais de vários espécies e não apenas originárias do Alentejo. Em 16 de Maio de 1796 foi tomada uma resolução com um título bem significativo: Aviso destinado a evitar a passagem de gado do Alentejo para Espanha. Tratava-se, sobretudo, de animais destinados ao fornecimento de carnes de borrego e de porco.

De qualquer modo, todas as informações apontam para que se possa concluir que, em Campo Maior e em geral na região de Elvas, a criação de gado ovino ocupava um lugar notável na economia local.

 



publicado por Francisco Galego às 00:08
Quinta-feira, 06 de Outubro de 2016

“Porém duvidamos que a povoação fosse fundada no sítio onde está o castelo. Talvez no sítio de S. Pedro no qual há uma ermida e onde, segundo fontes muito antigas haveria uma fortaleza ou atalaia dos romanos.

Dista a Ermida de S. Pedro da povoação de hoje dois mil passos em terreno plano, com um vale muito fresco, capaz e hortas e pomares, com água nativa e conserva um chafariz que é do concelho desta vila. Estamos persuadidos de que neste campo, por ser o maior que há nestas vizinhanças, fundaram os romanos este povo, obrigados por um acampamento em que se fixaram como sucedeu nas outras mais povoações que fundaram, como é sabido. Neste campo de S. Pedro se acham as ruínas, cimentos, sepulcros, além de colunas. Distante um quarto de légua, conserva-se um muro de pedra e cal que corta um pequeno ribeiro e a que ainda hoje se chama Muro da Represa, que servia para que os gados dos moradores bebessem nele.”

(Estêvão da Gama, p. 30)

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(“A aldeia dos “Luzios”, de finais do século XIII, localizar-se-ia nos terrenos onde, em 1688 se construiu uma fortificação com o objectivo de melhorara a defesa da vila dos ataques dos exércitos invasores, conhecida por Forte de S. João…

A “aldeia de Bartolomeu Joanes” situava-se à beira do actual caminho municipal que conduz ao sítio conhecido por ribeiro da Avelada ou Valada, outrora designado também pelo nome de Alcogonbril, via que surge à distância de cerca de dois quilómetros do núcleo antigo de Campo Maior, no lado esquerdo da Estrada Nacional, que liga esta vila a Degolados e Arronches.

A povoação localizava-se no lado direito do citado caminho municipal, no sentido de quem se dirige para a Avelada e encontrar-se-ia a perto de quatrocentos metros da mencionada Estrada Nacional, em cujas imediações têm surgido, ao longo dos tempos, vestígios de antigas construções.

Nas proximidades da aldeia existia, no ano de 1290, um castelo, então designado por “castelo velho de Campo Maior”, certamente para o distinguir do castelo novo, já então erguido no local onde se encontra.”

 

            (…) certas povoações que, em resultado da aplicação do Tratado de Alcanizes, passaram a estar na primeira linha da raia, como foi o caso particular de Campo Maior.

Ouguela, Campo Maior e, muito provavelmente, Juromenha e Olivença foram, até ao século XIV, aldeias de dimensão e população semelhantemente diminutas, como testemunham certas plantas e desenhos antigos e uma observação atenta dos respectivos recintos medievais permite, ainda nos nossos dia confirmar.

Indício de equivalência, quanto ao número de habitantes e importância económica entre Campo Maior e Ouguela, retirámo-la de uma notícia sobre rendas eclesiásticas que diz que “em 1320 as duas igrejas de Santa Maria de Ouguela e Santa Clara de Campo Maior (Matrizes e únicas freguesias em cada uma daquelas terras, naquele tempo) tinham ambas um rendimento de 600 libras”.

 

In, Rui Rosado Vieira, Bartolomeu Joanes, rico cidadão lisboeta do tempo de D. Dinis, iniciou as suas actividades mercantis em Campo Maior, - Ibn Maruan, Revista Cultural do Concelho de Marvão, Nº 12, 2002, p. 406 e 407)

 

 



publicado por Francisco Galego às 00:13
Segunda-feira, 03 de Outubro de 2016

Do século XIII ao Século XVIII

Uma Provisão de D. João III, do ano de 1549, refere que as casas que o concelho tinha e que serviam de Audiências e Câmara que estava dentro da Vila Velha, tinham caído pouco depois do ano 1545. O mesmo documento revela não só a intenção de as autoridades locais mandarem erguer novos edifícios municipais, em substituição dos antigos, já arruinados, como o desejo de os construirem numa praça do lado de fora do castelo. Para tal fim solicitaram do rei autorização para o derrube da parte da barbacã necessária à execução da nova Câmara e da Praça.

Em 1550, D. João III autorizou que a Câmara Municipal de Campo Maior arrendasse a defesa do Carrascal por dois anos para que se pudesse fazer um açougue, tal como as Casas da Câmara e das Audiências, na nova Praça. O rei concedeu que se lavrasse e se arrendasse por três anos a defesa do Carrascal, sendo a renda de um ano para o mosteiro de Santo António e o outro para as ditas despesas, pois que, as casas que o concelho tinha, que serviam de Audiências e Câmara e que estavam dentro da vila velha, caíram. Por isso, de acordo com a maior parte do povo e dos homens-bons em Câmara, ordenou que se fizessem as ditas casas junto da Praça ao longo do muro da barbacã, por dentro, porque assim pouparia muito a vila. Foi também decidido que, por debaixo dessas casas ficassem alpendres onde se pudessem vender as coisas da dita vila. Por ordem real foi mandada derrubar a barbacã que estava defronte das ditas obras bem como, sendo necessário, a barreira até ao castelo.

As instalações destinadas a sede do poder local ficaram assim encostadas ao muro do Castelo pelo lado de fora, no vão entre as duas torres, no local onde existia uma porta de acesso à fortaleza e à Vila Velha, antes do desastre que, em 1732, destruir parte do Castelo e da Vila.

O edifício camarário da época de Quinhentos, erguido na actualmente designada Praça Velha, estava encostado aos muros exteriores do Castelo. Um documento da época descreve que tinha de vão no pavimento cinco varas de largo, uma escada de dois lanços e duas salas, uma das audiências e outra das vereações, com quatro janelas rasgadas, uma em sacada e por baixo outras duas casas. Junto ao muro achava-se um vão em quadrado, onde antigamente tinha existido a desaparecida ermida chamada do Espírito Santo.

A antiga Praça, com os Paços do Concelho no seu lado sul, em frente dos quais não faltaria o tradicional pelourinho, o açougue e o touril, no lado norte,  a cadeia a nascente, rodeada de palanques e alpendres sob os quais se instalavam as tendas onde se transaccionavam as mercadorias necessárias à subsistência quotidiana dos campomaiorenses. Esta praça constituiu, desde meados do século XVI às primeiras décadas do século XVIII, o centro político, administrativo, comercial e cívico do concelho do concelho de Campo Maior.

            Segundo a placa que foi trasladada para o arco de acesso à Praça Nova, o edifício da câmara só estaria concluído em 1618, reinando então em Portugal, Filipe III de Espanha.

 

A partir de 1732

            Para acudir ao estado de ruína em que ficou a vila depois do rebentamento da torre de menagem e do castelo em 1732, D. João V mandou “dar o acréscimo do depósito comum e 400 moios de trigo para se fazer uma Praça Nova, as Casas da Câmara, Açougues e Cadeia, nos quintais que há entre a Rua da Canada e a do Manantio, com entradas para estas e para a Rua de S. Pedro, cuja obra se devia desde logo principiar. As Casas do Senado da Câmara, e a residência dos Juízes de Fora foram construídas como obras de nobre arquitectura. Não chegaram porém a acabar-se em conformidade com o plano que delas se delineou e, só por isso, não poderão ser as mais completas da Província do Alentejo.

            O edifício da Câmara ocupa o lado ocidental da Praça Nova. A fachada que dá para a rua de S. Pedro, é de traça muito geométrica com quatro portas ao nível do rés-do-chão e nove janelas, ficando as do lado norte a nível do rés-do-chão  e as do sul a nível do primeiro andar.

            A Biblioteca de Campo Maior esteve instalada em salas do primeiro andar da Câmara. Mais tarde foi instalada no mesmo edifício, mas na rua Major Talaya, na porta a seguir à que foi da PSP onde, até há pouco tempo, esteve o serviço municipal de águas Aí, junto à ombreia do lado esquerdo de quem entra, esteve a inscrição Aula de Latim – Português, depois substituída pela de Biblioteca Municipal. Nos anos 20 do século passado, no primeiro andar da aula de Latim - Português, ficavam duas salas de aula do ensino primário. Mais tarde foram criadas mais duas salas de aula do edifício da Câmara, no rés-do-chão, com entrada pelo arco formado pelas escadarias e com janelas para a rua Major Talaya, ao nível dum primeiro andar.

 



publicado por Francisco Galego às 00:01
Aqui se transcrevem textos, documentos e notícias que se referem à vida em Campo Maior ao longo dos tempos
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