Segunda-feira, 23 de Setembro de 2013

A campanha eleitoral está na rua.

É a grande festa da democracia.

Os grupos em arruadas deslocam-se chamando a atenção das pessoas, distribuindo prendas e mensagens.

Os candidatos desdobram-se em acenos, cumprimentos, abraços e muitos beijinhos.

Cada um procura mostrar a sua capacidade de mobilização juntando o máximo de participantes que consegue arregimentar.

Há alegria, nos cantares e nos ditos. As eleições são também um bom pretexto para um alegre convívio.

 

As eleições deviam ser mais do que isto? Deviam tentar ir para além de tudo isto? Por certo que sim.

Devia haver mais debate de ideias, de propostas e de projectos. Era bom que se constituísse um compromisso entre os candidatos e os eleitores. E esse compromisso devia estar expresso nos programas eleitorais que são elaborados e distribuídos durante a campanha. Mas, esses programas, limitam-se cada vez mais, a serem uma listagem de promessas. Assim se vai instalando esta forma de agir em busca do voto.


Em boa verdade, tudo isto acontece por culpa de grande parte dos eleitores que não querem que lhes falem para os esclarecer. Preferem assistir a acções que apenas se destinam a agradar e a entreter.

 

Temos uma prática democrática cada vez mais pobre e mais vazia. Assim são os tempos que correm. E como, para ser eleito, é preciso acompanhar a tendência dos tempos que correm, os políticos cada vez cuidam mais de animar o povo e cada vez menos são chamados a prestar contas e a apresentar ideias.  

 

Daqui resulta que as pessoas que entendem as coisas de maneira mais exigente e ponderada, se afastam cada vez mais da vida política.

E, no entanto, como eles e elas são necessários para uma vida política de qualidade  e para o desenvolvimento do próprios partidos, pois são estas as pessoas que têm capacidade de pensamento critico e criativo para analisarem correctamente as situações e para encontrarem as melhores soluções.


Entrámos num círculo viciado. E, francamente, parece que ninguém sabe como é que daqui podemos sair e onde é que tudo isto nos vai levar.   

 



publicado por Francisco Galego às 08:38
Penso que talvez fosse bom repensar as campanhas...
Serão pensadas quase como um entretenimento apenas? Serão pensadas??

Carla Trindade a 30 de Setembro de 2013 às 18:29

Aqui se transcrevem textos, documentos e notícias que se referem à vida em Campo Maior ao longo dos tempos
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